Ano X nº 144 -

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Gripe A: prevenção no consultório odontológico

Entidades e órgãos oficiais estão informando sobre os cuidados que profissionais de saúde, inclusive CDs, devem tomar para prevenir a transmissão do H1N1 e contribuir para o rápido atendimento dos pacientes. Veja que cuidados tomar no consultório, qual a forma correta de se prevenir e quais medidas tomar em caso de suspeita.  

Até a última quarta-feira (29/7) o Brasil já registrava 56 mortes por Influenza A e no mundo são mais de 130 mil casos confirmados da doença. Diante do risco de contaminação pelo H1N1, entidades e órgãos de saúde e de vigilância sanitária estão informando amplamente a população sobre como preveni-la, quais os sintomas da Influenza A e quais medidas tomar em caso de suspeita. Os cuidados específicos na Odontologia também estão sendo divulgados.

No Portal da ABO (www.abo.org.br), está disponível para download Informe Técnico sobre a gripe, elaborado pela Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) e pela Associação Médica Brasileira (AMB), com diversas orientações para o profissional de saúde. No site do Ministério da Saúde (www.saude.gov.br) também estão disponíveis os documentos “Protocolo de procedimentos para manejo de casos e contatos de influenza A (H1N1)” e “Protocolo de notificação e investigação de casos”, entre outras informações.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) disponibiliza on-line a Cartilha de Proteção Respiratória contra Agentes Biológicos para Trabalhadores de Saúde, que orienta o profissional a cuidar da sua saúde durante o atendimento, prevenindo diversas infecções, inclusive pelo vírus H1N1. O conteúdo completo da cartilha pode ser lido em http://www.anvisa.gov.br/divulga/public/cartilha_mascara.pdf.

Internacionalmente, a Organization for Safety and Asepsis Procedures (Osap), entidade internacional voltada à biossegurança na Odontologia, e o Center for Disease Control and Prevention (CDC), entidade dedicada a promover saúde e qualidade de vida através da prevenção e controle de doenças, também publicaram em seus sites alertas aos cirurgiões-dentistas em relação à Influenza A.

Segundo a Osap, os profissionais devem estar atentos aos sintomas da gripe nos seus pacientes e, caso apresentem algum deles, o tratamento deve ser interrompido e a pessoa encaminhada ao médico. Toda a equipe odontológica deve dar atenção especial aos cuidados em biossegurança recomendados, principalmente com relação a doenças respiratórias. A entidade disponibiliza em seu site (www.osap.org) documentos com informações detalhadas sobre esta e outras recomendações, como o “Protocol for Managing Dental Patients with Confirmed or Suspected Respiratory Infection and for Dental Patients with Confirmed or Suspected Tuberculosis”, entre outros.

O CDC também publicou em seu site (www.cdc.gov) documento especialmente produzido para a prevenção da Influenza A nos serviços odontológicos. “Prevention of Swine Influenza A (H1N1) in the Dental Healthcare Setting” aborda os alertas visuais da doença, higiene respiratória, os cuidados com as pessoas que apresentam sintomas, entre outras precauções.

Atenção no consultório, sempre

Sintomas e suspeitas

Conheça as definições dos diferentes casos de pacientes relacionados à Influenza A, conforme o Ministério da Saúde.

Caso suspeito: pessoa que apresentar febre alta de maneira repentina (> 38ºC) E tosse, podendo estar acompanhadas de um ou mais dos seguintes sintomas: dor de cabeça, dor muscular, dor nas articulações ou dificuldade respiratória. É também considerada característica de casos suspeitos ter tido contato próximo, nos últimos 10 dias, com pessoa classificada como caso suspeito, provável ou confirmado da gripe.

Caso provável: pessoa com as características de caso suspeito que apresente um dos seguintes critérios adicionais: confirmação laboratorial de infecção por vírus da influenza A, porém sem resultados laboratoriais conclusivos quanto à infecção por vírus de influenza sazonal; OU indivíduo sintomático com clínica compatível de infecção respiratória aguda indeterminada; OU que evoluiu para óbito decorrente desta infecção E que tem vínculo epidemiológico com outro caso provável ou confirmado de infecção pelo H1N1.

Caso confirmado: indivíduo infectado pelo vírus confirmado por laboratório de referência, por meio da técnica de RT-PCR em tempo real.

Segundo a cirurgiã-dentista Renata Pittella, consultora em biossegurança da ABO, os cuidados destacados na Odontologia para prevenir a transmissão do vírus H1N1 endossam os protocolos já conhecidos nesta área. “O uso correto da máscara e a lavagem frequente das mãos são as medidas mais destacadas”, diz Renata. E ela completa: “Caso a cadeia asséptica se quebre, existe risco de contaminação cruzada no consultório odontológico. Os protocolos atuais de biossegurança, se aplicados corretamente, são suficientes para a proteção contra esta gripe”.

A especialista ainda esclarece que o risco de contaminação pelo H1N1 no consultório é o mesmo de uma gripe comum. “O contato estreito entre profissional e paciente pode levar a contaminação, visto que é uma doença transmitida por aerosóis, mas o uso dos equipamentos de proteção individual (EPI) é efetivo na prevenção deste contágio.”

A efetividade dos cuidados que evitam a transmissão e a correta aplicação dos protocolos de biossegurança também devem estar bem claros para o cirurgião-dentista, para que não seja negado atendimento odontológico, especialmente de urgência, ao paciente confirmado ou suspeito de estar com a Influenza A. “Um tratamento de urgência pode ser realizado quando necessário e a prescrição de medicamentos deve ser realizada em conjunto com o médico que assiste o paciente”, diz Renata.

“O cirurgião-dentista, enquanto profissional de saúde deve esclarecer seus pacientes em relação ao diagnóstico e sintomas da doença e, no caso de suspeita, encaminhá-lo ao local correto para pronto tratamento do caso”, completa a consultora da ABO.

Em caso de suspeita...

Se atender algum paciente suspeito de ter contraído o vírus H1N1 (veja sintomas no quadro Sintomas e suspeitas), o CD deve contatar o Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) local, se houver em sua cidade, e encaminhá-lo para o Hospital de Referência. É prudente também anotar as informações do paciente, como nome, endereço, telefone, e-mail, para localizá-lo facilmente, se ele não se apresentar ao hospital indicado.

Os casos suspeitos também devem ser notificados imediatamente à Secretaria de Saúde Municipal e/ou Estadual. É possível fazer a notificação eletrônica pelo e-mail notifica@saude.gov.br, ou no site do Ministério da Saúde, clicando no banner Influenza A (H1N1) e depois no Notifique Aqui.

No site do ministério também está disponível a lista dos Hospitais de Referência para Pandemia de Influenza. Qualquer outra informação pode ser conseguida através do Disque Central Médica do Centro de Vigilância Epidemiológica: 0800 55 54 66.

SERVIÇO

Informe-se

Ministério da Saúde: www.saude.gov.br
Secretaria de Vigilância em Saúde: www.saude.gov.br/svs
Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa): www.anvisa.gov.br
Portal ABO: www.abo.org.br
Osap: www.osap.org , em Infection Control Issues
CDC: www.cdc.gov/OralHealth/infectioncontrol/index.htm
 

Edição: 144 - 03/08/2009


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