Ano XXI nº 245 -

Edição 245 - 06/03/2018

   

 

Conad aprova posição contrária
à legalização de drogas e adota
tratamento com abstinência

Izilda Alves*

 

A nova Política sobre Drogas respeita a opinião da maioria dos brasileiros- que é contra a legalização das drogas- e adota tratamento com abstinência para os dependentes. Destaque para os principais benefícios como aumentar o número de vagas para tratamento, programas de prevenção das escolas e criar rede de apoio às famílias

Respeitar a maioria dos brasileiros que é contra a legalização das drogas é a partir de agora a principal orientação da Política Nacional sobre Drogas, aprovada dia 1º de março, pelo Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas (Conad) em Brasília. Dezesseis dos 22 membros do Conad aprovaram a Resolução apresentada pelo ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra. “A nova Resolução vai orientar as políticas públicas a respeito de drogas elaboradas pelo Governo Federal”. “Ganha força o conceito de abstinência no tratamento.”

O ministro Osmar Terra chamou a atenção em seu discurso para a importância da aprovação das mudanças no combate à epidemia causada pelo uso de drogas no Brasil: “Nós estamos com a intervenção federal no Rio de Janeiro,a violência se propagando e acompanhando uma grande epidemia de drogas. Não existe exemplo no mundo de país que tenha liberado o uso de drogas e que tenha tido bons resultados”.

Tratamento e recuperação de dependentes - A Federação do Amor Exigente aprova as mudanças porque irão beneficiar todas as famílias com dependentes de drogas no Brasil, valorizando tratamento e recuperação. Medidas urgentes para combater a epidemia causada pelas cracolândias e banalização do uso de drogas em todas as classes sociais no Brasil.

Com a aprovação, passam a valer no Brasil:

  • Respeito à opinião da maioria dos brasileiros contrários à legalização das drogas

  • Criação de programas de prevenção para crianças, adolescentes e suas famílias

  • Adotar abstinência no tratamento de dependentes de drogas

  • Aumentar o número de especialistas e vagas para internação (voluntária, involuntária e compulsória) de dependentes químicos na saúde pública

  • Criar rede de apoio a familiares de dependentes de drogas

  • Integrar ministérios da Saúde, Justiça, Trabalho e Desenvolvimento Social em programas de assistência ao dependente em recuperação.

 

 

*Izilda Alves é jornalista. Autora do livro Guerra pela Vida  - A Campanha da Jovem Pan contra as drogas e consultora da Federação do Amor Exigente. Colunista do Pense Bem, espaço do Jornal Odonto.

 

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